
Eu sou estranha. Sou mesmo. Muito estranha, aliás. E ninguém consegue entender o que se passa comigo. Nem eu entendo como é que outra pessoa vai entender? Ninguém entende essa minha pressa, essa minha ansiedade em arrumar tudo, em querer que as coisas aconteçam ontem e não amanhã. Sou saudosista ao extremo, mas vivo pensando no que vai acontecer, e nas possibilidades. Se isso for assim então decido de um jeito, se for assado decido de outro e o presente que se lasque, não tá nada de bom acontecendo no presente mesmo. Eu odeio esperar. Porque eu odeio mesmo. Não tem nada pior do que ficar sem saber, do que ter que esperar alguma coisa acontecer. E aí dá fome o tempo todo, dá dor de cabeça, dá falta de ar. Porque fica tudo assim flutuando, sem decisão. E todo mundo me fala p/ ser mais calma, p/ ter mais paciência, porque o tempo resolve tudo e depois tudo se acerta. Mas depois do que meu Deus! O tempo do resto do mundo está desregulado com o meu tempo, só pode ser isso. Eu sou adiantada e não agüento imprecisão. Já esperei muito na minha vida, por coisa demais. Desculpa, mas não consigo ficar calma e deixar p/ ver como é que vai ficar. Eu quero tudo e eu quero agora, de uma vez, mesmo que isso traga conseqüências que eu não esperava. Já tô acostumada a me ferrar mesmo, uma vez a mais uma vez a menos tanto faz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário