segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Distância

O que separa corações não é a distância,


é a indiferença.

Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilômetros e outras separadas vivendo lado-a-lado.



Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo, nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa, mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família

e mesmo na vizinhança.

Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam.



A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento; e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos.



As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.



Mas, se quisermos transformar o mundo, comecemos por transformar a nós mesmos.

Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro, que esse combate comece dentro da nossa própria casa.



Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos.

Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes.

Precisamos nos dar de coração a coração.

A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa em relação a nós é amá-la.

O amor transforma tudo.



Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão!

Não permita que elas sintam-se melhor

fora de casa que dentro dela!

Dê atenção, dê do seu próprio tempo!

Comunique-se!

Assista menos televisão e converse mais.

Riam juntos.



Há quanto tempo você não diz para a pessoa que vive ao seu lado que gosta dela?

A gente não recupera tempo perdido.

Mas podemos decidir não perder mais.



Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar novamente aqueles que se distanciaram.



Há sempre tempo para se amar.

E se não houvesse, o próprio amor seria capaz de inventar.



(Letícia Thompson)

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