Só quem já perdeu alguém que ama demais, sabe. E não estou falando de perder um amor porque foi embora, abandonou você, arranjou outra pessoa, deixou de te amar. Falo de perder alguém que não está mais neste plano.
Cada religião tem sua própria forma de explicar o que seria a morte e o que existiria depois dela. Mas de tudo o que já ouvi, o que mais me confortou foram os ensinamentos da doutrina espírita, a partir do que é descrido nos livros de Alain Kardec. Hoje já tenho outra visão do que a morte representa.
Às vezes, sofro tanto pensando naqueles que se foram... Poucos sabem o quanto é difícil. Talvez não saibam pois nunca perderam mãe, pai, irmão, avô, amigo. E fogem do enfrentamento. Eu não. Mergulho fundo nas minhas dores. Só assim vão passar. Ou amenizar.
Já quis ir embora com quem já se foi. Já fiquei deprimida. Já chorei um rio inteiro. Já me desesperei. Apesar disso tudo, tenho discernimento e compreensão suficientes para saber que devo mergulhar na perda.
Mergulhando nela, poderei nadar nesse sofrimento e cruzar a piscina da dor, chegando do outro lado, onde há felicidade e sabedoria. Sim, porque sofrer nos torna mais maduros e prontos para a vida.
Se não aprendemos com o sofrimento, sofremos à toa. As vicissitudes da vida nos trazem crescimento, amadurecimento, força. É com esse pensamento que durmo e acordo todos os dias. E é isso que me ajuda a seguir nesta jornada que, às vezes, é tão pesada.
Ahhhhh! Que saudade da minha mãezinha, ontem completou 1 ano que se foi. Se ela estivesse comigo agora neste momento tão difícil da minha vida, aposto que tudo seria diferente. Eu quero tanto ser feliz, mas as dificulades estão a me torturar.

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