
Já escutei diversas vezes isso, mas talvez a fase em que mais ouvi essa máxima foi durante a adolescência. Como comentei no artigo Você mastiga antes de engolir?, parece que queremos nos diferenciar do meio negando tudo que é externo, para que descubramos nossas próprias verdades. Nessa onda rejeitamos praticamente tudo, inclusive a maneira que as pessoas escolhem agir. Parece-me estranho que nós censuremos a forma como outras pessoas ajam, sendo que são eles que estão vivendo, mas nem por isso censuramos menos vezes. Essa diferenciação normalmente acontece no âmbito intelectual, quando fantasiamos o que faríamos no lugar de outra pessoa, sem realmente ter vivido a condição que originou o comportamento censurado. Nossa racionalidade, dita tão profunda em desvendar os mistérios do ser, mostra-se muitas vezes falha. A experiência, sensorial e muitas vezes taxada de superficial, comumente nos dá tudo que precisamos. Nada como o que nos acontece de fato para que aprendamos de forma mais ampla e profunda.
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